#!/usr/bin/env bash # # Boot do container do Rails (deploy e todo restart do Docker). # # POR QUE ISSO VIROU UM SCRIPT: antes era um `command:` de uma linha só no # docker-compose.yml. Com `restart: unless-stopped` o boot passou a rodar # sozinho — depois de queda, de reboot do servidor e de cada deploy — e um # passo que falha em silêncio vira loop de reinício sem ninguém entender por # quê. Aqui cada etapa diz o que está fazendo no log do container # (`docker compose logs -f app`). # # ORDEM DOS PASSOS (não troque sem ler o motivo): # 1. relógio — só imprime, para diagnóstico (ver comentário abaixo). # 2. pid órfão — se o container morreu sem limpar, o Puma se recusa a subir. # 3. gems — o volume bundle_cache SOMBREIA os gems da imagem, então # gem nova no Gemfile não chega no container só com --build. # 4. migrations — db:prepare: cria o banco se não existir, roda as migrations # pendentes e só faz seed em banco recém-criado (idempotente). # 5. cron — grava o crontab do config/schedule.rb e sobe o daemon. # 6. Puma — processo em primeiro plano (é ele que segura o container). set -uo pipefail log() { echo "[boot] $*"; } # ── 1. Relógio ─────────────────────────────────────────────────────────────── # O container NÃO tem relógio próprio: ele lê o clock do kernel do HOST. Não # adianta rodar NTP aqui dentro (exigiria CAP_SYS_TIME e mexeria na hora do # servidor inteiro) — quem sincroniza é o host, via chrony/NTS; ver # deploy/ntp-seguro.sh. O que é do container é só o FUSO (TZ), fixado no # Dockerfile. Se a linha abaixo aparecer em UTC, o rebuild da imagem não pegou. log "relógio do container: $(date '+%Y-%m-%d %H:%M:%S %Z (%z)') | UTC: $(date -u '+%H:%M:%S')" # ── 2. PID órfão do Puma ───────────────────────────────────────────────────── rm -f tmp/pids/server.pid # ── 3. Gems ────────────────────────────────────────────────────────────────── if ! bundle check >/dev/null 2>&1; then log "gem faltando no volume bundle_cache — rodando bundle install" bundle install || { log "ERRO: bundle install falhou"; exit 1; } fi # ── 4. Migrations ──────────────────────────────────────────────────────────── # O PostgreSQL é EXTERNO ao compose: num reboot do servidor o Rails pode subir # antes do banco aceitar conexão. Sem a espera abaixo o container sairia com # erro e o `restart: unless-stopped` ficaria reiniciando em loop — parecendo # problema de migration quando é só ordem de boot. 10 tentativas × 6s = 1 min. tentativas=10 for i in $(seq 1 $tentativas); do log "migrations (db:prepare) — tentativa $i/$tentativas" if bundle exec rails db:prepare; then log "banco pronto e migrations aplicadas" break fi if [ "$i" -eq "$tentativas" ]; then # Aqui é falha DE VERDADE (migration quebrada ou credencial errada): sair # com erro é melhor do que subir a aplicação contra um schema desatualizado. log "ERRO: db:prepare falhou após $tentativas tentativas — veja o erro acima" exit 1 fi log "banco indisponível ou migration falhou; nova tentativa em 6s" sleep 6 done # ── 5. Cron (best-effort) ──────────────────────────────────────────────────── # Best-effort de propósito: agendamento quebrado atrasa um relatório, mas NUNCA # pode impedir o sistema de subir. As variáveis do banco chegam ao job pelo # dotenv quando o rake carrega o Rails — o cron não precisa herdar o ENV. if bundle exec whenever --update-crontab && cron; then log "cron no ar (jobs do config/schedule.rb, no fuso ${TZ:-?})" else log "AVISO: cron/crontab indisponível (rode com --build) — seguindo sem agendamento" fi # ── 6. Puma ────────────────────────────────────────────────────────────────── log "subindo o Rails" exec bundle exec rails s -b 0.0.0.0